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O musical Dominguinhos é um espetáculo que costura música, memória e presença. Inspirado na obra e na trajetória de José Domingos de Morais, o projeto já percorreu temporadas e excursões arrebatadoras, com casas lotadas e ampla exposição na mídia. Ao todo, o espetáculo recebeu mais de 25 mil pessoas em 50 apresentações, levando ao palco não uma biografia cronológica, mas uma experiência afetiva. A sanfona, as canções e os silêncios constroem um retrato humano de Dominguinhos, onde o público reconhece alegria, raiz e pertencimento.

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A identidade visual nasce desse mesmo lugar de escuta. O conceito parte da ideia de presença e aconchego. A sanfona aparece como memória em movimento, quase som virando imagem. O vermelho aquece, envolve e aproxima, trazendo o espetáculo para o campo da experiência sensorial, não da contemplação distante.

O retrato em preto e branco fala da história, enquanto os elementos gráficos criam ritmo e continuidade. Nada é excessivo. Tudo existe com intenção. A marca não tenta atualizar Dominguinhos, ela respeita sua natureza e a traduz para o agora, com simplicidade e profundidade. 

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A tipografia é simples e firme, com um aspecto mais artístico. Ela não quer ser sofisticada demais porque Dominguinhos não era distante. O “isso aqui tá bom demais” embaixo é quase uma risada. Uma frase que aproxima, que humaniza, que tira o artista do pedestal e coloca ele sentado perto da gente.

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Criar a identidade do musical Dominguinhos foi também construir um campo emocional para o espetáculo existir além do palco. O projeto passou a ser reconhecido não só pelo repertório, mas pela sensação que provoca. A imagem sustenta a memória, amplia o afeto e cria permanência. Quando a identidade nasce da escuta, ela não envelhece. Ela continua tocando, como a música.

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